segunda-feira, 4 de junho de 2012

De tudo um pouco!!

Oportunidade única para ver Vénus passar frente ao Sol

www.jn.pt

De tudo um pouco!

Descer salários? "Para sermos bem sucedidos é preciso sacrifício e persistência"
www.dinheirovivo.pt
O ministro das Finanças referiu que a paciência é uma característica que é bem forte na generalidade dos portugueses

Metamorfose em mim



Metamorfose em mim

Seguia eu pela estrada da vida

Carregando nos ombros meu cansaço,
Qual fardo pesado que me fazia curvar...
A dor transfigurava a minha face combalida
Provocando sulcos profundos nos cantos da boca.
Os meus olhos, marejados de pranto,
Perderam o brilho e se fizeram mormaço
Meus cabelos embranquecidos,
Escorriam mal tratados pelo rosto.
Não era a sombra da mulher de outrora...
Perdera todo viço e todo encanto.
Era qual uma árvore seca
Que se quedava à beira de um regato.
Mas a vida que nos tira o que é querido
Fazendo-nos crer que tudo acabou,
Provoca a metamorfose salvadora
Que faz brotar verdes folhas
No velho tronco retorcido,
Fazendo-as tremular de novo ao sabor do vento...
E assim, sou eu agora, rejuvenecida,
Tocada pela pela magia redentora
Que me faz feliz de novo
E de bem com a vida!

Simplesmente Malu

domingo, 3 de junho de 2012

Acordar, viver - Carlos Drummond de Andrade

Acordar, viver - Carlos Drummond de Andrade


"Como acordar sem sofrimento?
Recomeçar sem horror?
O sono transportou-me
àquele reino onde não existe vida
e eu quedo inerte sem paixão.

Como repetir, dia seguinte após dia seguinte,
a fábula inconclusa,
suportar a semelhança das coisas ásperas
de amanhã com as coisas ásperas de hoje?

Como proteger-me das feridas
que rasga em mim o acontecimento,
qualquer acontecimento
que lembra a Terra e sua púrpura
demente?
E mais aquela ferida que me inflijo
a cada hora, algoz
do inocente que não sou?

Ninguém responde, a vida é pétrea."

sábado, 2 de junho de 2012

A Música - Charles Baudelaire.

S.M.Pompi
A Música - Charles Baudelaire


A música para mim tem seduções de oceano!

Quantas vezes procuro navegar,
Sobre um dorso brumoso, a vela a todo o pano,
Minha pálida estrela a demandar!

O peito saliente, os pulmões distendidos
Como o rijo velame d'um navio,
Intento desvendar os reinos escondidos
Sob o manto da noite escuro e frio;

Sinto vibrar em mim todas as comoções
D'um navio que sulca o vasto mar;
Chuvas temporais, ciclones, convulsões

Conseguem a minh'alma acalentar.
— Mas quando reina a paz, quando a bonança impera,
Que desespero horrivel me exaspera!